Quando trabalhei no Banco do Brasil, entre 2010 e 2012, vivi meu pior pesadelo. Depois de ter conseguido passar no concurso conciliando meu trabalho como professora e a faculdade, estudando nas madrugadas e finais de semana, cheguei na agência e fui recepcionada pela gerente que me disse uma frase que nunca esquecerei: "agora que você já aprendeu os aspectos éticos da profissão na gerência de pessoal, agora você vai aprender os aspectos não éticos com o Fulano". Fui colocada ao lado dele e acompanhei todas as suas práticas para ludibriar clientes e praticar venda casada. Ainda assim, por alguns meses eu tentei acreditar na idoneidade da instituição. Me dediquei muito e até fazia algumas vendas. Eu aprendia rápido e recebi uma avaliação muito positiva, muito acima da média, sobre meus primeiros meses. No entanto, logo vieram cobranças para que a gente obrigasse os universitários a fazer um seguro de vida na abertura de conta corrente. Se a gente não colocasse, a gerente NÃO LI...
Não existe o bem e o mal na política. Existem apenas grupos em busca dos seus próprios interesses, que muitas vezes são antagônicos. Com o maior acesso à informação, pela consolidação da TV e depois pelo crescimento da internet e redes sociais, algumas pessoas que antes não cogitavam incluir política em suas rodas de conversa passaram a debater o tema. Se isso é bom por um lado, por outro gerou uma “politização” embasada em conhecimento nenhum de história e política e facilmente suscetível às “fake news” e manipulação. Cumpre destacar que boa parte dos meios de comunicação em massa do Brasil pertence a grandes grupos econômicos de "dinastias políticas". Há, portanto, uma nova geração de “politizados” que ainda não sabe a diferença entre eleição majoritária e proporcional e que acredita que todas as mazelas do país começaram nos governos do PT (pois foi quando começaram a acompanhar os noticiários de fato e estes passaram a falar em corrupção de maneira exaustiva). Pesso...